Com a 2ª Guerra Mundial, vários aspectos da cultura oriental foram adotados no cenário ocidental. Lutas e filosofias, a partir daquele período, não se limitavam mais apenas ao Japão e à China. As pessoas passaram a se vestir, falar, agir e viver como aquele povo. Décadas se passaram e tais filosofias e artes marciais continuam a influenciar o ocidente, fazendo com que, cada vez mais, gerações de crianças, jovens e adultos dediquem seus tempos a aprender sobre essa maravilhosa cultura.
Durante muito tempo, caratê, jiu-jitsu e outras artes marciais muito conhecidas são praticadas pelas pessoas que, na maioria das vezes, são estimuladas por animes, mangás, filmes e certo reconhecimento dentro de uma específica tribo, a dos “otakus” (“viciados” em japonês). Porém tais lutas praticadas no ocidente, nem sempre são completamente “orientais”, ou seja, nem todas essas lutas foram mantidas em suas filosofias e padrões. Uma vez que passaram a ser usadas para motivos reprovados pelas filosofias orientais, que visam o uso de artes marcias para defesa de uma nação, imperador ou familiares Por respeito, amor e honra, algumas novas lutas passaram a selecionar seus alunos.
Recentemente, uma nova luta surgiu no cenário ocidental, que é mais rígida e não foi modificada pelas influências da 2ª Guerra Mundial, o Ninjutsu. Essa luta tornou-se muito conhecida nos últimos dois anos, devido ao anime recém divulgado nos EUA, Naruto, que fala sobre ninjas japoneses que se enfrentam usando jutsus e conhecimento sobre pontos de chacra, etc. O ninjutsu vem atraindo muitas pessoas de todas as idades e regiões que querem entender e ser como tais personagens do anime. Com ensinamentos sobre respeito, união e perseverança, tanto o anime quanto a luta em si podem ser usadas como um bom exemplo para crianças e adolescentes de todas as idades. Da mesma forma que a absorção dessa cultura pode trazer coisas boas, ela pode gerar péssimas conseqüências quando usadas da maneira errada.
Em alguns dojôs pelo mundo afora existem academias de ninjutsu que não são registrados em nenhum dojô no oriente, muito menos são supervisionados por algum shidoshi-ho faixa preta para guiar e indicar o melhor ou o mais correto treinamento. Nessa filosofia, acredita-se que o ninja dos dias de hoje, aquele que entra para o ninjutsu e realmente continua treinando, possui o espírito de um guerreiro samurai e/ou ninja que voltou em outro corpo para continuar com sua trilha espiritual. Na maioria das vezes, os adeptos desses dojôs são pessoas que, por alguma razão, de acordo com o treinamento e filosofia ninja, não deveriam estar seguindo o caminho da espada. São os chamados “fakes”. Os “fakes” chegam a criar organizações que podem influenciar as pessoas de maneira errada, ensinando técnicas milenares que atacam ossos, músculos e pontos de chacra que podem vir a ser muito perigosas quando aplicadas da maneira errada.
A falta de informação e negligência das pessoas pode levá-las a correr risco de vida ao colocar suas mentes e corpos à mercê do aprendizado de pessoas mal intencionadas. O acesso à cultura que foi passado de geração em geração e que agora é ensinado abertamente pra quem esteja disposto a aprender é algo para ser aproveitado da melhor maneira possível, mas também, levado muito a sério.
ANA FLÁVIA DE OLIVEIRA BARBOSA T:1201

